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As previsões meterológicas para este fim de semana seriam de muita chuva e vento. Ao acordar com o barulho da chuva que batia na janela do quarto confirmo essas mesmas previsões. O outono está definitivamente instalado. O vento que se faz sentir leva no ar as folhas secas e de tons acastanhados caídas das árvores, a chuva lava os bancos de jardim onde há umas semanas atrás as crianças brincavam e eu torno-me cada vez mais nostálgica.
Hoje a caminho da casa dos meus pais dei por mim a recordar momentos de criança e a recuar alguns anos, até à minha infância. Alguns quilómetros que se fazem em apenas dez minutos de carro hoje demoraram muito mais. 
Recordo-me de ajudar os meus avós na vindima ou na apanha das maçãs e das pêras. O dia começava sempre bem cedo e eu era a primeira a despertar, por vezes mais cedo que os meus pais. Era o dia em que a familia se reunia pela mesma causa e onde depois todos terminavam em redor de uma mesa para o almoço. Na mesa não faltava a típica Sopa da Pedra, o delicioso Cozido à Portuguesa ou até mesmo a condimentada feijoada. Comida de sustento, comida que confortava o corpo e a alma.

Eu gostava particularmente de apanhar maçãs e pêras.Recordo-me de ter as minhas próprias galochas (tamanho mini) e o meu pequeno balde. Enquanto que os meus tios apanhavam as maçãs que estavam no cimo das árvores eu aproveitava para encher o meu balde com fruta colhida dos ramos mais baixos ou até mesmo da que caíra entretanto da árvores para o chão, A cada balde cheio o entusiasmo era maior e no final somava todos os baldes que tinha completado,



É tão bom recordar momentos em família, rodeados de alegria e afectos. Sigo em direcção a casa dos meus pais com um brilho nos olhos de recordar velhas memórias e levo para sobremesa um Crumble de Pêra e Gengibre que me fará reforçar essas memórias a cada colherada. Pêras que noutros tempos poderiam ser das que tinha colhido. Mas hoje foram compradas no mercado aqui da terra a outros produtores.
Uma sobremesa saudável repleta de sabor e aroma em forma de um crumble. A doçura da pêra que contrasta com o sabor fresco do gengibre. A cobertura de Coco e Amêndoa dão aquele toque final. Ora vejam!!

Sou uma contadora de histórias, seja em redor de uma mesa ou envolvida pela minha cozinha. Inspirada no meu dia-a-dia, em episódios e momentos que vivo, num livro que li ou num filme que vi, numa viagem ou num encontro de amigos, numa loja nova que visitei ou até mesmo de um restaurante que descobri, São estas memórias e vivências que me levam a criar histórias em volta de um prato confeccionado, seja ele doce ou salgado.
Mas há momentos, que por muitas ideias que tenhamos a receita ideal teima em não aparecer. E é quando, como num piscar de olhos pequenos flashes vão surgindo, desencadeando o resultado final.
Foi o que aconteceu esta semana. Sem saber ao certo como iria usar um cesto de abrunhos, os últimos abrunhos que colhi, pequenas ideias foram surgindo até chegar à receita ideal, ao destino daquele fruto.



Com a receita finalmente escolhida, os elementos devidamente preparados e o cenário montado é  o momento de dar largas à imaginação e criar mais uma história. Contar a história de uma cesta de abrunhos que se transforma numa cremosa e deliciosa tarte. Liga-se o forno, misturam-se delicadamente os ingredientes que ganham vida, e espera-se calmamente pela tarte que coze numa cozinha invadida por doces aromas. A história foi-se escrevendo de forma doce e delicada. A inspiração chegou através deste livro da Izi Hossack, que adoro e já não dispenso, namorando cada folha, cada receita, cada fotografia.

Está na hora de virar mais uma página do calendário. É o momento de nos despedirmos de Março dando assim as boas vindas a mais um mês, o mês de Abril.

Este mês que ainda agora deu o ar da sua graça e já tem quase todos os seus dias preenchidos. Normalmente escolho este mês para tirar a minha primeira semana de férias e este ano não é diferente. Assim, e a pouco mais de uma semana para as minhas tão merecidas férias já conto os dias, horas, minutos e até os segundos. Com algumas mudanças no meu trabalho é o momento ideal para recarregar baterias longe da correria e do stress do dia a dia, sem horários, sem tarefas pré definidas, sem o cronometro ligado...

As expectativas de dias de sol e calor muito anunciadas animam-me. Com os parques e jardins decorados com uma imensidão de cores obtidas pelas flores que já estão a florir e com as temperaturas amenas que acompanham os raios de sol são a perfeita desculpa para se dar inicio aos piqueniques em família ou entre amigos. 



Abril é sinónimo de Páscoa, que será festejada já no próximo domingo. Indo à minha bagagem de memórias, recordo-me perfeitamente das férias vividas em casa dos meus avós maternos. A sexta feira santa era o dia para preparar os folares. Uns para serem distribuídos pelos vizinhos e familiares no domingo e outros para estarem presentes na mesa pascal.

Logo pela manhã lá ia eu até casa da minha avó onde ela já tinha colocado uma panela com água a ferver com cascas de cebola e lá dentro algumas dúzias de ovos, que iriam embelezar os folares.
A lenha já ardia no forno para assim o aquecer e eu sentada num dos bancos da cozinha contemplava a minha avó que ia juntando num enorme alguidar de barro todos os ingredientes para a massa dos folares. Misturava tudo muito bem e amassava a massa com toda a sabedoria. A massa ganhava vida pelas mãos calejadas do trabalho da minha avó, de quem sabia amassar na perfeição.
A massa era transformada em pequenas bolas e colocadas sobre a bancada enfarinhada e eu era incumbida de guarnecer os folares colocando um ovo cozido no centro e pincelar o folar com ovo batido para ficarem dourados quando cozidos. Assim ficariam perfeitos!!
A cozinha era inundada com um aroma divinal. Lembro-me que não conseguia resistir sem provar um pedaço de um folar ainda quente, acabadinho de sair do forno a lenha.

Os almoços de domingo de Páscoa em família felizmente ainda se mantém. Reunidos à volta de uma mesa onde reina a boa disposição, aromas e sabores de Páscoa. O cabrito ou o borrego são normalmente os eleitos para prato principal. As amêndoas, o pão de ló e os folares são também presenças obrigatórias na nossa mesa.


E falando em FOLAR este será o próximo tema da 23ª edição da iniciativa Dia Um... Na Cozinha! Eles são salgados eles são doces, variam de região para região, estando sempre a inovar-se nas formas e nos sabores.


O folar que hoje trago foi a minha terceira tentativa. Sim, TERCEIRA!!! Estive mesmo para desistir, mas não queria deixar de participar.

O folares anteriormente preparados tinham os sabores pretendidos mas a massa não me convenceu.  Após pensar se iria ou não passar à terceira tentativa, lembrei-me do Folar do Algarve que gosto imenso. Inspirado então neste tipo de folar apresento-vos um Folar de Maçã, Canela e Amêndoa. Vai ganhando forma através de camadas de massa que levedou algumas horas com sabores de canela. Entre as camadas um recheio rico em sabores e texturas. Composto por compota de maçã, canela e amêndoa picada.

Espero que vos agradem como me agradou. Posso dizer que à terceira foi de vez!!




Folar de Maçã, Canela e Amêndoa

(receita adaptada da revista Mulher na Cozinha Especial Pão 2014)

Ingredientes:

 *Massa: 

500gr Farinha tipo 65
35 gr fermento padeiro
0,5 dl de àgua
1 pitada de sal
1 Colher de sopa de Licor de Canela (Chocolicor)
Raspa de 1 Laranja
65gr manteiga
75 gr de banha



* Recheio:

Compota de maçã q.b.
3 Maçãs Golden
Açúcar q.b.
Canela q.b.
Creme vegetal q.b.
Amêndoa picada q.b.


* Compota Maçã:

1kg maçã
700 gr açúcar
1 Vidrado de limão
1 pau de canela





Preparação:

Comece por preparar a compota. Descasque as maçãs e retire o caroço. Leve ao lume cerca de 5 minutos com um pouco de água até amolecerem.
Retire e corte em cubos. Leve novamente ao lume num tacho, juntando o açúcar, o vidrado de limão e o pau de canela deixando ferver até obter uma redução cremosa. 
Retire e coloque em frascos esterilizados.

Para preparar a massa comece por juntar o fermento com a água morna, mexendo até se dissolver. Numa taça junte a farinha, o sal, o licor de canela e o sumo de laranja. Derreta a manteiga e a banha e adicione ao preparado da farinha, assim como o preparado do fermento derretido. Amasse muito bem, até ficar tudo muito bem ligado. Divida a massa em 7 partes iguais e estenda cada uma das partes em circulo.

Retire o caroço e descasque as maçãs, cortando as mesmas em rodelas muito finas. Pique a amêndoa grosseiramente.



Forre uma forma de 22 cm de fundo amomivel com papel vegetal e coloque um circulo de massa. Barre com um pouco de creme vegetal, polvilhe com açúcar e canela em pó. por cima disponha rodelas de maçã e um pouco de compota de maçã, por fim polvilhe com amêndoa picada. Coloque outro circulo de massa por cima e repita as camadas ( creme vegetal para barrar a massa, polvilhar com açúcar e canela, dispor as rodelas finas de maçã, um pouco de compota de maçã e finalizar com amêndoa picada. Novamente mais um disco de massa e assim consecutivamente até terminar com o último circulo de massa. 
Barre este ultimo circulo de massa com creme vegetal e polvilhe com açúcar e canela.
Vai a levedar 3 horas em lugar aquecido. Findo o tempo leve a cozer em forno pré aquecido a 180ºC, cerca de 50 minutos. Deixe arrefecer e desenforme depois de frio.



Deliciem-se e Boa Páscoa!!



Março começou solarengo e com temperaturas amenas quase a convidar o Verão. De repente, o céu azul contemplado pelo brilho dos raios de sol deu origem a um céu carregado de tons cinzentos ameaçando a qualquer momento alguns pingos de chuva. As temperaturas baixaram e sente-se um frio trazido pelo vento. São sinais de uma Primavera envergonhada.

Estão assim reunidas as condições para ligarmos o forno e preparar umas bolachas reconfortantes. Ideais para os lanches em familia agora que estamos em férias escolares. Servindo igualmente de convite ao regresso de dias mais iluminados, mais convidativos a saidas de casa e aos primeiros piqueniques nos parques que começam a florir.

A receita destas bolachas já estava marcada há algum tempo. Chegou agora o momento certo para ser preparada. Umas bolachas mais saudáveis mas igualmente ricas em sabor. Uma receita ligeiramente adaptada do último livro da Mafalda Pinto Leite.

Estas Bolachas de Amêndoa, Avelã e Arandos irão também ser oferecidas ao grupo Vamos Fazer Bolachas, uma iniciativa da querida Manuela do Blogue Cravo e Canela para esta nova edição cujo tema são bolachas sem glúten.







Bolachas de Amêndoa, Avelã e Arandos

Ingredientes:

(faz 8 bolachas)

1 Chávena de farinha de amêndoa
1 Chávena de Avelã picada quase em farinha
3 Colheres de sopa de Mel
1/4 de chávena de Manteiga derretida
1 Colher de chá de essência de abacaxi
Arandos desidratados q.b.
Amêndoas com pele inteiras q.b.


                

Pré aqueça o forno a 180ºC.
Numa taça junte a avelã picada quase em farinha, a farinha de amêndoa, o mel, a essência de abacaxi e a manteiga derretida. Misture bem. Acrescente os arandos e forme uma bola. 
Faça pequenas bolas e coloque num tabuleiro borrado com papel vegetal.
Com a ajuda de uma colher achate ligeiramente as bolas e coloque uma amêndoa inteira com pele no centro.
Leve a cozer cerca de 12 minutos ou até as bolachas começarem a ficar douradas (ainda estão moles. Só após arrefecer é que ficam mais duras).
Retire e deixe arrefecer.



Deliciem-se!!



Estou de regresso depois de um fim de semana mais prolongado que o habitual, onde andei a desfrutar do nosso país por entre gentes e sítios do norte. Uma passagem por Penafiel e uma breve visita à Quinta da Aveleda foi o inicio da aventura, o próximo destino era a cidade invita. O Porto cada vez mais moderno, mais atual, uma cidade cada vez mais dinâmica e com novos espaços, um Porto bem diferente de alguns anos atrás. No entanto, partilharei brevemente esse meu roteiro.



Entretanto a Páscoa já se aproxima a passos largos e as ideias para oferecer pequenos mimos estão a surgir. Como o tempo não estica há que pensar em algo rápido e simples de preparar para haver presentes para oferecer a familiares e amigos mais próximos.

É tradição cá em casa de se oferecer para além do tradicional folar de Páscoa, um pacotinho ou uma caixa de amêndoas. Assim, todos os anos tento encontrar alguma solução que não sejam as já tão populares amêndoas de compra. No passado ano, com uns mini folares tradicionais ofereci um salame de chocolate e bolachas de canela em formato de ovo de Páscoa, embrulhados num colorido papel e com um enorme laço, que fez as delicias dos miúdos e dos graúdos.

Para o ano de 2015, a ideia ainda foi bem mais simples. Após ver um episódio do programa da divertida Filipa Gomes, Prato do Dia, cuja sugestão eram uns amendoins crocantes com sabor picante, surgiu a ideia de adaptar aquela receita a uns frutos secos que irei assim oferecer no domingo de Páscoa.

Escolhi as amêndoas, os amendoins e as avelãs que envolvidas nos aromas do gengibre e da canela irão encher de sabor os cartuchinhos de papel que irei preparar.

Que vos parece a ideia?



Frutos Secos com Gengibre e Canela

Ingredientes:

3 Chávenas de frutos secos (amendoins, amêndoa com pele e avelã)
1 Clara de ovo tamanho M
1 Chávena de açúcar
1 Colher de chá de gengibre em pó
1 Colher de café de canela



Bata a clara com uma vara de arames até obter uma espuma. Junte o açúcar, o gengibre em pó e a canela. Depois acrescente os frutos secos. Envolva bem e coloque no tabuleiro que foi previamente forrado com papel vegetal.
Com a ajuda de uma colher distribua bem os frutos secos para não se sobreporem uns aos outros.

Leve ao forno pré aquecido a 180ºC cerca de 20 minutos, mexendo a meio do tempo.

Retire e deixe arrefecer. Encha cartuchos de papel ou sacos e ofereça.







Deliciem-se!



Inspiração para escrever precisa-se!!
Pouco inspirada e de algum modo repetitiva foi como me senti ontem quando me iniciava para escrever este post. Não surgia nada de interessante para vos contar, as frases não encachavam entre si e o texto não fazia qualquer sentido. 
Rápidamente desliguei o computador e peguei no tomando da televisão, e como eu adoro aquela linha que separa.... linha essa que sugeria o filme Sweet November.

Após alguns segundos de hesitação lá comecei a ver o filme com o pensamento de que seria mais um filme romântico, como tanto os outros, com um final feliz ( e viveram felizes para sempre!).

Enganei-me completamente. É um filme com história e com uma enorme lição de vida. Um filme que nos leva a pensar cada vez mais que são as simples coisas que nos fazem felizes e que temos que aproveitar cada momento. Deixar-nos simplesmente de achar que somente os bens materiais interessam, olhar um pouco ao nosso redor, ajudar os outros sem qualquer intenção, dar mais valor ao presente não viver somente para um futuro que poderá até nunca chegar. Pois, quando chegar será o presente e não é vivido. A vida não deve ser vivida como sendo algo que queremos atingir, pelo contrário, a vida é o conjunto de todos os momentos que passamos para chegar a algo, são todas as estapas que percorremos, é o percurso em si e não o ponto de chegada.

Todos estas palavras de novidade não tem nada, mas será que na prática da-mos o devido valor às mesmas?!?

Hoje cá estou a escrever o post, mais inspirada que ontem e com o filme que assisti constantemente na memória.
Não é um filme recente, certamente já muitos o viram, um filme que nos transmite uma mensagem (é destes filmes que eu gosto), um filme que vale a pena ver ou rever.

Como sessão de cinema em casa é sinonimo de bolachinhas para se ir petiscando à medida que o filme passa, para esta sessão as eleitas foram as Florentines.



As Florentines são uma bolacha rendilhada com frutos secos e com uma base de chocolate. Para a sua confecção escolhi amêndoa em palito e inteira sem pele, cerejas cristalizadas e pistachos.
Optei por não utilizar um cortador de bolachas, deixando-as assim com diversos tamanhos e com um aspeto mais rústico.
Crocantes, doces e coloridas é assim que defino as minhas florentines que irão estar presentes próximo desfile do grupo Vamos Fazer Bolachas, cuja mentora é a querida Manuela do Blogue Cravo e Canela,

Espero que gostem tanto como eu!!


Florentines de Amêndoa, Cerejas e Pistachios

(receita adaptada daqui)

Ingredientes:

55 gr Manteiga
85 gr Mel
70 gr Açúcar amarelo
55 gr Farinha
250gr frutos secos (usei amêndoa em palito e inteira sem pele, pistachios e cerejas cristalizadas picadas grosseiramente)
1 colher de café mal cheia de gengibre em pó (opcional)
Raspa de 1 laranja
150 gr de chocolate em tablete de culinária





Comece por pré aquecer o forno a 170ºC e forrar um tabuleiro com papel vegetal, reservando-o.

Leve a lume brando um tacho com o açúcar, o mel, a manteiga, a raspa de laranja e o gengibre até ferver e o açúcar derreter.

Retire e junte a farinha e os frutos secos, misturando bem tudo. Deixe arrefecer um pouco e com a ajuda de uma colher de chá coloque pequenas porções no tabuleiro deixando algum espaço entre as mesmas. Caso necessite achate um pouco as porções de massa.

Vai a cozer cerca de 15 a 20 minutos.

Retire e deixe arrefecer.

Derreta o chocolate em banho-maria e com a ajuda de um pincel de cozinha ou das costas de uma colher barre a base das bolachas já frias. Coloque sobre uma rede com o chocolate para cima para endurecer.


Após o chocolate endurecer é só se deliciarem!


E porque tento sempre aproveitar da melhor maneira a minha tarde de domingo, os passeios são um ritual que tento não perder com a imensidão de afazeres que a vida nos traz.
Um fim de semana caseiro, uma tarde de domingo passada entre o sofá e a poltrona em frente à lareira acesa, a ver um filme e a saborear uma bebida quente acompanhada de uns biscoitos é programa que não recuso em dias de muito frio e chuva. 
Mas será sempre pontualmente... gosto de fazer o meu passeio habitual de domingo à tarde, nem que seja simplesmente para beber um café ou andar um pouco para descontrair e relaxar..

Tenho o privilégio de estar a menos de meia hora de várias praias e da nossa costa, que é lindíssima. Desfrutar do som das ondas, da maresia do mar, dos raios de sol numa esplanada, à beira mar ou até mesmo a caminhar sobre a areia é algo de maravilhoso e fantástico, por mim muito apreciado.

E quando os planos para o fim de semana não me levam a paragens e destinos mais longínquos é a praia que me acolhe, seja ela qual for, dada as muitas opções que tenho em meu redor.


Foi então que num desses domingos, após um pequeno almoço tardio e reforçado que o meu destino foi percorrer algumas das nossas praias de máquina fotográfica na mão e uma vontade enorme de absorver o barulho das ondas que batiam nas rochas e que por vezes vinham junto a mim, dar-me as boas vindas quando estava sentada na areia.

Comigo levei também umas Flores de Requeijão com Chutney de Manga para ao final da tarde, enquanto olhava o por do sol. É necessário aconchegar também o estômago já que a alma essa sim dava pulos de alegria.

Contemplar o que a natureza tem de melhor, com o imenso oceano aos meus pés e alguns raios de sol a aquecerem o corpo, é o momento exato para dividir estas Flores de Requeijão com Chutney de Manga com quem me acompanhou nesta tarde. Sinto-me rejuvenescida... reforço as forças para mais uma semana que está a chegar.


Façam o mesmo e depois digam-me se não é fantástico.

Ah!! E não se esqueçam destas Flores de Requeijão com Chuntey de Manga.


** Flores de Requeijão com Chutney de Manga ***

Ingredientes:

1 Massa folhada rectangular
Requeijão para barrar Saloio q.b.
Chutney de Manga q.b.
Amêndoa em palitos q.b.
1 ovo


Chutney de Manga:

1 Manga grande e madura
2 Colheres de sopa de óleo
1 Pau de Canela
100 ml vinagre de cidra
130gr Açúcar
1 Dente de alho picado
1 Colher de café de gengibre ralado



Preparação:

Comece por preparar o chutney de manga.
Refogue num racho o alho picado com o gengibre e o óleo. Junte a manga cortada em pedaços pequenos. Deixe apurar uns 2 minutos e triture o preparado com a varinha mágica.
Junte o pau de canela, o vinagre e o açúcar. Deixe cozinhar, mexendo de vez em quando, até o chutney engrossar (+- 35 a 45 minutos).
Colocar em frascos esterilizados e guardar do frigorífico o que sobrar.

Depois corte quadrados de massa folhada com cerca de 8 cm de lado. Em cada quadrado de massa, faça um corte na diagonal começando nos vértices, com cerca de 3 com.Para formar depois as flores.

Coloque em cada quadrado de massa folhada, no centro um pouco de requeijão e um pouco de chutney com a ajuda de uma colher de chá.

Une-se as pontas de do quadrado de forma a formar uma flor como nas fotografias e caso seja necessário cole com um pouco de clara. Com a ajuda de um pincel, pincele as flores com o ovo batido e polvilhe com amêndoa. 
Repita o processo até terminar os quadrados de massa (cerca de 6 a 8).

Leve ao forno pré aquecido a 180ºC uns 20/25 minutos, ou até estarem douradas as flores e a massa estaladiça.



E com esta receita informo que a Dona Delicia - Atelier de Sabores celebrou recentemente mais uma parceria. É com imenso prazer que comunico uma excelente parceria com a empresa de queijo Saloio.

Queijo Saloio começou por ser uma pequena exploração agrícola onde o proprietário transformava, de modo artesanal, o leite do seu próprio rebanho em deliciosos queijos regionais. 

Passadas mais de quatro décadas, a arte de produzir queijo regional de qualidade e tradição 
continuam a ser os pilares da Saloio. Continuam a apostar numa cuidadosa selecção de leites e na qualidade do processo de coagulação e cura, aliando a tradição à tecnologia, permite assim assegurar a excelente qualidade dos produtos. Nunca esquecendo valores como a Tradição e Confiança, a Saloio aposta na componente Inovação para desenvolver novos produtos que vão ao encontro das necessidades dos consumidores.
Com várias distinções e prémios a QUEIJO SALOIO  rege-se pela “Excelência e o rigor do saber e do sabor”.
Para saber mais informações basta ir a este site.
Deliciem-se!

Não sou uma pessoa de ir todos os fins de semana ou com bastante regularidade almoçar ou jantar a restaurantes. Faço-o pontualmente, numa ocasião especial, a convite de amigos ou simplesmente para conhecer novos espaços e outras cozinhas.
Quem me conhece sabe que sou dada a conhecer e experimentar comida internacional, e que gosto bastante de comida indiana e italiana. No entanto não recuso um excelente convite para descobrir mais um espaço onde a cozinha portuguesa é a eleita.

E foi o que aconteceu num dos últimos sábados de Dezembro, onde recomendado por amigos, fui até Torres Novas conhecer o Restaurante Papa Figos.

"


Uma sugestão que apreciei, e que já repeti. Um espaço tranquilo e agradável, muito acolhedor, com uma ementa requintada e diferente, com combinações magnificas, sempre acompanhadas da simpatia de quem nos recebe.

Trata-se de um restaurante com pouco mais de 1 ano, que valoriza  os produtos da região e homenageia a gastronomia portuguesa no seu melhor.
Caracterizado por um serviço de excelência, uma ótima relação qualidade-preço e uma ementa variada e de excelência.


Das minhas visitas a este restaurante, posso referenciar uma entrada de requeijão com manga, mel e alfazema, um bife de atum suculento com um acompanhamento diferente e um leite creme com figo preto e anis dos deuses.


Já há algum tempo que pretendia partilhar esta minha experiência, no entanto, foi após ler esta noticia que me entusiasmou a redigir este post.

Poderão obter mais informações aqui.

E como a  minha inspiração surge das mais simples coisas e momentos que vivo, esta ida ao Papa Figos levou a criar esta receita de Lombo de Salmão no forno com redução de laranja e mel, polvilhado com pistácios e amêndoas torradas acompanhado com puré de abóbora assada.

LOMBO DE SALMÃO EM REDUÇÃO DE LARANJA E MEL 




Ingredientes:

(serve 2)

2 Lombos de Salmão
Cebola q.b.
Azeite q.b.
2 Laranjas
2 colheres de sopa de mel de flor laranjeira
Pistacios q.b.
Amêndoa laminada q.b.
1/2 Abóbora Butternut
Tomilho seco q.b.
Sal q.b.
Pimenta q.b.
1 colher de café de Noz Moscada 
Vinagre balsâmico q.b.



Comece por marinar os lombos de salmão no sumo de 1 laranja. Coloque 1 cebola cortada em meias luas finas no fundo de um tabuleiro e disponha sobre a cebola os lombos de salmão e por cima a marinada de laranja e sal,
Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC até assar (cerca de 25/30 minutos).

Entretanto, leve também a abóbora a assar com a casca, cerca de 45 minutos, ou até ficar macia. Retire a casca e passe por um pass-vite. Tempere com noz moscada, um pouco de sal e pimenta, bem como tomilho seco.

Prepare o molho. Leve ao lume o sumo de 1 laranja com o mel até reduzir um pouco. Entretanto pique grosseiramente os pistácios e leve a torrar em conjunto com a amêndoa laminada.
Sirva os lombos de salmão regados com o molho e polvilhados com os frutos secos  e regado com algumas gotas de vinagre balsâmico, acompanhados  com o puré de abóbora assada.



Deliciem-se e fica o convite para visitarem o Restaurante Papa Figos.