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Acordo com os raios de sol a invadir o quarto e desperto com as badaladas do sino da igreja que me informa das horas. Está na hora de me levantar, de saborear a calma e paz que se instalou naquela manhã de domingo.
São manhãs assim que quebram a monotonia e a rotina de dias apressados. Preparam-se refeições delicadas e saboreiam-se momentos em câmara lenta, como se não houvesse amanhã, aproveitando cada minuto de forma infinita.
E como a manhã já vai tarde, decido preparar um pequenos almoço tardio que se arrasta até a um almoço antecipado. Preparo uma mesa variada, colorida e repleta de sabor. Preparo uma mesa cheia de vida, preparo um brunch.
Escolho como companhia o último livro da Cláudia S. Villax, Brunch, o qual adquiri recentemente e que faz companhia a mais outros tantos.
Um livro simples, de receitas práticas, que privilegiam os produtos da estação, convidando a fins de semana em volta de uma mesa sem pressas, tornando-os especiais e únicos. Um livro descontraído para momentos descontraídos,



São várias as delicias que preparo para o meu brunch. São presença confirmada umas panquecas, pão fresco, algumas compotas e manteiga assim como uma pequena tábua de queijos guarnecida com frutos secos.Não foram esquecidos os ovos mexidos assim como umas tarteletes salgadas. Mais ao canto deslumbra-se alguma fruta da época e uns pequenos queques.
Mas a mesa não ficaria completa se não houvesse umas bruschettas. Desfolho novamente o livro e inspiro-me! Preparo umas Bruschettas de Queijo de Cabra com Compota de cebola roxa e tomilho. 
É hora de colocar uma música calma e namorar uma mesa recheada de sabor, aromas e cor. Reforçando a força e a energia necessária para os dias apressados e as rotinas diárias, para receber mais um mês que chega em modo acelerado.


Nesta cozinha preparam-se refeições ao sabor da estação e a ritmos mais calmos. Não sei se porque ainda estou em modo de férias, se porque já estou a pensar nos próximos dias de descanso que são já em Setembro. No entanto, são dias mais descontraídos e sossegados que ainda por aqui imperam.
Namoro uma bancada repleta de legumes e fruta, acabados de colher da horta. Entre tomates, curgetes, bróculos, abrunhos e figos são estes últimos os escolhidos.
Com eles poderia preparar uma compota, tal como nos últimos anos, mas o sentimento de contrariar apodera-se de mim e decido utilizar os figos num chutney.
Um chutney preparado sem destino. Poderia compor mais tarde uma tábua de queijos num jantar, enriquecer uma brusqueta num futuro brunch ou até mesmo ser oferecido a alguém especial.
Mas foi numa das minhas caminhadas matinais de domingo que decido o seu destino. O destino daquele frasquinho de chutney que está no frigorífico a piscar-me o olho sempre que lá vou fazer uma visita.


Não sou uma mulher de rotinas e monotonia, mas não sei bem a razão, faço sempre o mesmo percurso, o mesmo trajecto. Naquela manhã de domingo, o mesmo trajecto soube a memórias de escola. Apesar de já ter passado centenas de vezes, foi naquele momento que me apercebi que ali ainda existia a pizzaria onde em tempos de ensino secundário ia comer pizza todas as sextas feiras. Ainda me recordo, uma pizza pequena com massa alta e fofa, recheada de todos os ingredientes possíveis e imaginários, e uma cobertura enorme de queijo que nos levava a adivinhar o que o senhor teria colocado na pizza naquele dia.
Hoje com gostos bem diferentes do que naqueles anos, foi naquele instante que não tive qualquer dúvida sobre o destino do chutney.
Ainda emaranhada em memórias de juventude e de regresso a casa preparo uma Pizza com Chutney de Figo. Opto por uma massa mais fina e estaladiça, por cima coloco o chutney. Termino com alguns pedaços de queijo de cabra e salpico com nozes picadas grosseiramente.
Acompanhada com uma salada, esta pizza fará parte de muitas histórias contadas e recontadas em redor de uma mesa, sob ritmos calmos e descontraídos, saboreando uma estação.


E porque tento sempre aproveitar da melhor maneira a minha tarde de domingo, os passeios são um ritual que tento não perder com a imensidão de afazeres que a vida nos traz.
Um fim de semana caseiro, uma tarde de domingo passada entre o sofá e a poltrona em frente à lareira acesa, a ver um filme e a saborear uma bebida quente acompanhada de uns biscoitos é programa que não recuso em dias de muito frio e chuva. 
Mas será sempre pontualmente... gosto de fazer o meu passeio habitual de domingo à tarde, nem que seja simplesmente para beber um café ou andar um pouco para descontrair e relaxar..

Tenho o privilégio de estar a menos de meia hora de várias praias e da nossa costa, que é lindíssima. Desfrutar do som das ondas, da maresia do mar, dos raios de sol numa esplanada, à beira mar ou até mesmo a caminhar sobre a areia é algo de maravilhoso e fantástico, por mim muito apreciado.

E quando os planos para o fim de semana não me levam a paragens e destinos mais longínquos é a praia que me acolhe, seja ela qual for, dada as muitas opções que tenho em meu redor.


Foi então que num desses domingos, após um pequeno almoço tardio e reforçado que o meu destino foi percorrer algumas das nossas praias de máquina fotográfica na mão e uma vontade enorme de absorver o barulho das ondas que batiam nas rochas e que por vezes vinham junto a mim, dar-me as boas vindas quando estava sentada na areia.

Comigo levei também umas Flores de Requeijão com Chutney de Manga para ao final da tarde, enquanto olhava o por do sol. É necessário aconchegar também o estômago já que a alma essa sim dava pulos de alegria.

Contemplar o que a natureza tem de melhor, com o imenso oceano aos meus pés e alguns raios de sol a aquecerem o corpo, é o momento exato para dividir estas Flores de Requeijão com Chutney de Manga com quem me acompanhou nesta tarde. Sinto-me rejuvenescida... reforço as forças para mais uma semana que está a chegar.


Façam o mesmo e depois digam-me se não é fantástico.

Ah!! E não se esqueçam destas Flores de Requeijão com Chuntey de Manga.


** Flores de Requeijão com Chutney de Manga ***

Ingredientes:

1 Massa folhada rectangular
Requeijão para barrar Saloio q.b.
Chutney de Manga q.b.
Amêndoa em palitos q.b.
1 ovo


Chutney de Manga:

1 Manga grande e madura
2 Colheres de sopa de óleo
1 Pau de Canela
100 ml vinagre de cidra
130gr Açúcar
1 Dente de alho picado
1 Colher de café de gengibre ralado



Preparação:

Comece por preparar o chutney de manga.
Refogue num racho o alho picado com o gengibre e o óleo. Junte a manga cortada em pedaços pequenos. Deixe apurar uns 2 minutos e triture o preparado com a varinha mágica.
Junte o pau de canela, o vinagre e o açúcar. Deixe cozinhar, mexendo de vez em quando, até o chutney engrossar (+- 35 a 45 minutos).
Colocar em frascos esterilizados e guardar do frigorífico o que sobrar.

Depois corte quadrados de massa folhada com cerca de 8 cm de lado. Em cada quadrado de massa, faça um corte na diagonal começando nos vértices, com cerca de 3 com.Para formar depois as flores.

Coloque em cada quadrado de massa folhada, no centro um pouco de requeijão e um pouco de chutney com a ajuda de uma colher de chá.

Une-se as pontas de do quadrado de forma a formar uma flor como nas fotografias e caso seja necessário cole com um pouco de clara. Com a ajuda de um pincel, pincele as flores com o ovo batido e polvilhe com amêndoa. 
Repita o processo até terminar os quadrados de massa (cerca de 6 a 8).

Leve ao forno pré aquecido a 180ºC uns 20/25 minutos, ou até estarem douradas as flores e a massa estaladiça.



E com esta receita informo que a Dona Delicia - Atelier de Sabores celebrou recentemente mais uma parceria. É com imenso prazer que comunico uma excelente parceria com a empresa de queijo Saloio.

Queijo Saloio começou por ser uma pequena exploração agrícola onde o proprietário transformava, de modo artesanal, o leite do seu próprio rebanho em deliciosos queijos regionais. 

Passadas mais de quatro décadas, a arte de produzir queijo regional de qualidade e tradição 
continuam a ser os pilares da Saloio. Continuam a apostar numa cuidadosa selecção de leites e na qualidade do processo de coagulação e cura, aliando a tradição à tecnologia, permite assim assegurar a excelente qualidade dos produtos. Nunca esquecendo valores como a Tradição e Confiança, a Saloio aposta na componente Inovação para desenvolver novos produtos que vão ao encontro das necessidades dos consumidores.
Com várias distinções e prémios a QUEIJO SALOIO  rege-se pela “Excelência e o rigor do saber e do sabor”.
Para saber mais informações basta ir a este site.
Deliciem-se!