Esta estação chama por mim, os dias longos soalheiros (não como o de hoje) e com temperaturas quentes convidam-me a passeios, a idas à praia e a uns dias de férias. Desfrutar ao máximo desta estação e de tudo o que ela proporciona é a frase de ordem para este Verão.
Estação que não é só feita de dias que se estendem pela noite dentro, não é só feita de areia e mar, de piqueniques em família. É muito mais, composta por cores, sabores e aromas tão característicos.
As árvores de frutos vestem-se com doces e coloridas maravilhas que nos enriquecem a cozinha. No tacho cozem lentamente alguns quilos de fruta para uma compota, outras servem para preparar aquela sobremesa há muito desejada ou simplesmente fazem-nos companhia ao pequeno almoço, como que nos dando os bons dias.
É da variedade e da riqueza desta fruta que mais sinto saudades nos restantes meses do ano. No entanto, é nesses meses que a fruta vai ganhando vida, vai ganhando forma para depois no verão se pintar de cor e sabor.
Mas são nos campos perdidos e meio que esquecidos que surge um dos frutos tão apreciado aqui em casa. Com uma pequena tesoura na mão e um cesto na outra, sigo em direcção a esses pedaços de terra, que tão poucas histórias têm para contar e que são por mim tão valorizados neste periodo. Quando chego até eles, com um brilho nos olhos, apercebo-me que do tom avermelhado, a grande maioria já chegaram ao seu tom escuro sinónimo que devem de estar fantásticas para colher. Umas maiores, outras mais pequenas, mas únicas no sabor as amoras silvestres lá vão enchendo o meu cesto de verga.



